ADOTEI MARCO AURÉLIO CUNHA

Blog criado apartir da idéia do jornalista Milton Jung da Rádio CBN, cuja proposta é acompanhar o vereador Marco Aurélio Cunha em seu primeiro mandato como parlamentar na cidade de São Paulo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vereador Marco Aurélio Cunha presta contas do gabinete

A prestação de contas do mês de Dezembro de 2009 traz também o fechamento de gastos do gabinete durante o ano

Auxílio - Encargos Gerais de Gabinete/ Última Atualização: 27/1/2010
Natureza da Despesa/Valor Utilizado
A - COMBUSTÍVEL
06.004.405/0001-84
AUTO POSTO BIXIGA LTDA
Total = 62,02

51.558.690/0001-30
AUTO POSTO SAN MARTIN LTDA
136,00
Total = 198,02

D - LOCAÇÃO DE VEÍCULO
50.176.288/0001-28
CAMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
1.714,75
Total = 1.714,75

J - ASSINATURA DE JORNAIS E REVISTAS
02.183.757/0001-93
EDITORA ABRIL S.A
37,83
Total = 37,83

N - CONTRATAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA
09.613.772/0001-73
CONDE & DELL ARINGA DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARES LTDA
350,00
Total = 350,00

S - DESPESAS DE CORREIO
50.176.288/0001-28
CAMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO
35,94
Total =35,94

Total do mês de dezembro = 2.336,54

O valor disponibilizado para gastos do gabinete no exercício de 2009 foi de R$ 163.453,18
O total que foi gasto, em 2009 pelo gabinete, foi de R$ 55.188,89

Dados retirados do site da CMSP em Prestação de contas.

Por: Cláudio Vieira

Áreas em calamidade pública e vereadores passam estragos a limpo

Situação e Oposição divergiram quanto às responsabilidades na solução do problema das inundações

Os estragos causados pelos temporais que caem há semanas no Município mais uma vez ocuparam a atenção dos vereadores que utilizaram da palavra na sessão ordinária desta quinta-feira (04/02), no Plenário Primeiro de Maio. Conheça os temas abordados:
Para Fonseca (PPS), vereadores também têm que responder pela solução do problema dos alagamentos, por terem a prerrogativa de propor emendas.

Adilson Amadeu (PTB) protestou contra a falta de informações a respeito dos serviços de manutenção na cidade e explicou as razões dos engarrafamentos em São Paulo.

Alfredinho (PT) se queixou da falta de ações de emergência de limpeza e contra as enchentes. “Não adianta a Situação vir dizer que nós, da Oposição, estamos querendo debater as eleições. Por isso que a CPI do Rio Tietê cabe sim a esta Casa, porque ele está na cidade.”

Arselino Tatto (PT) falou de desvio de recursos para resolver o problema da calha do Rio Tietê, das inundações e do aumento da criminalidade.

Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB) ressaltou que o problema das enchentes não diz respeito apenas à atual gestão, tratou da “opção cultural” do Município pela impermeabilização e que “mais de 90%” dela está impermeabilizada.

Chico Macena (PT) comentou realidade da impermeabilização na cidade, do aumento da calha do Tietê e salientou que debate dessa natureza não é eleitoreiro.

Claudinho (PSDB) abordou sua atuação junto ao poder público para minimizar os estragos causados pelos temporais. “Temos nos Municípios vizinhos notícias de situações catastróficas como a de São Paulo. Temos que arregaçar as mangas. Fica aqui o nosso reconhecimento ao esforço que o governo tem feito e nós vamos continuar cobrando.”

Claudio Fonseca (PPS) ressaltou que prefeitos não são “desleixados” no enfrentamento do problema dos alagamentos e que os vereadores também têm responsabilidade no problema.

Dalton Silvano (PSDB) criticou pronunciamentos da Oposição como sendo de cunho eleitoral e visando o pleito presidencial.

Francisco Chagas (PT), em comunicado de liderança, criticou inundações, falta de resposta da administração municipal ao problema e criticou aumento da calha do Tietê.

Jooji Hato (PMDB), em comunicado de liderança, discutiu alternativas para resolver o drama das enchentes e lamentou mortes e prejuízos decorrentes. “Eu não vi ação de nenhum prefeito. Nós precisamos tomar medidas. No quintal da minha casa, eu não tenho concreto nenhum. Se todos fizermos isso, vamos minorar as enchentes.”

Jamil Murad (PCdoB), em comunicado de liderança, observou que dinheiro aplicado no mercado financeiro poderia ser utilizado para enfrentar problema dos estragos provocados pelas fortes chuvas. “A ciência e a engenharia se desenvolveram muito de 50 para cá. A areia que é levada pelas chuvas ao Tietê precisa ser removida. É muita inépcia, é muito descompromisso.”

Domingos Dissei (DEM), em comunicado de liderança, lembrou que o problema da moradia, sobretudo das vítimas de enchentes que moram em áreas de risco, é muito complicado de ser equacionado.
Matéria retirada do site da CMSP.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Questionário - Voto Consciente


Ao final de 2009 a ONG Voto Consciente enviou aos vereadores um questionário sobre a atuação parlamentar durante o ano.
Abaixo, as respostas de Marco Aurélio Cunha:
O que sua comissão poderia ter feito e não fez?
A qualidade de uma comissão é interpretativa, ou seja, depende do conjunto de valores e conhecimento de quem a avalia. Portanto, uma análise correta dos trabalhos de uma comissão exige entendimento das limitações legislativas. O legislativo não tem poder executivo, ou seja, não possui poder administrativo na execução de políticas públicas. Um papel importante da comissão, no entanto, é conceder poder de mobilização e garantia de voz aos cidadãos, e isso certamente foi bastante promovido por meio de mais de 12 audiências públicas neste ano de 2009.

Não posso dizer que os trabalhos da comissão foram perfeitos, pois acredito que o aperfeiçoamento sempre é possível. Porém, posso afirmar que a comissão foi bastante positiva na sua função de analisar projetos e intermediar a comunicação entre a população e o poder executivo. Na tentativa de aperfeiçoar a comissão no próximo ano, acredito que nós, os vereadores, poderíamos convocar, com mais freqüência, especialistas sobre os temas em debate nas audiências públicas. Isso certamente enriquecerá as discussões.
Qual o destaque da comissão?
Eu destacaria, dentre os trabalhos da comissão, a promoção de importantes audiências públicas. Foram mais de 12 durante o ano de 2009, contribuindo para a ampliação da participação da sociedade na reivindicação de seus direitos. Conseguimos também a presença do Secretário Municipal de Educação Alexandre Schneider, que promoveu esclarecimentos importantes sobre questões como o planejamento da superação do déficit de vagas nas creches (CEIs) da rede municipal de ensino.
Qual a sua avaliação da atuação do Movimento Voto Consciente?
Acredito que a boa qualidade da administração pública exige participação e fiscalização popular. Portanto, a existência de grupos de mobilização social como o Movimento Voto Consciente é de estrema importância.
No entanto, gostaria de fazer algumas observações ao modelo de avaliação que vocês promovem. Acredito que falta maior valorização do que é positivo sobre o trabalho legislativo, ou seja, seria importante uma melhor verificação e valorização dos trabalhos de fiscalização que os vereadores promovem.
A CPI do IPTU, por exemplo, investigou grande número de irregularidades no lançamento da área construída dos imóveis. Grandes empreendimentos como Shoppings e universidades particulares pagavam imposto referente a uma área declarada muito menor do que a realidade, ou seja, pagavam menos imposto do que deveriam, prejudicando as finanças públicas. O combate a essas irregularidades garantiu, portanto, maior justiça tributária e mais recursos para políticas sociais e de saúde. Esse é um tipo de ganho social que deveria ser ressaltado pelo Voto Consciente.
Outro bom exemplo de fiscalização foi a CPI que investigou danos ambientais na cidade de São Paulo, e da qual eu participei. A comissão apurou vários casos graves de contaminação do solo, e o relatório final exigiu providências de vários órgãos públicos face às irregularidades apontadas. Em síntese, acredito que seria importante que os resultados das CPIs fossem analisados pelo Voto Consciente a fim de avaliar uma das funções mais importantes do poder legislativo, que é o trabalho de fiscalização efetuado pelo vereador.
Também enfatizo que a avaliação dos projetos de lei efetuada por vocês deveria dar ainda mais peso aos PLs que causam grande impacto social. Um projeto pode ser mais “importante” que centenas de projetos e, portanto, deve ser considerado com valor maior. A participação do vereador nas audiências públicas também é relevante e poderia ser melhor comentada pelos voluntários do Voto Consciente.
Quais os principais projetos aprovados nesta legislatura em segunda votação?
Acredito que, entre os projetos aprovados em segunda votação neste ano, o que mais teve divulgação nos meios de comunicação, por conta de seu impacto social, foi a atualização da planta genérica de valores. Esse projeto teve a importância de ampliar a faixa de isenção para imóveis residenciais, que subiu de R$ 61.240,00 para R$ 92.500, 00, garantindo isenção do IPTU a mais de 1 milhão de famílias.
Além disso, também aumentou da faixa de isençao de imóveis comerciais, que era de R$ 37 mil e passou para 70 mil, beneficiando fortemente o pequeno empreendedor.
Entre os meus projetos tenho buscado iniciativas relacionadas ao esporte e à qualidade de vida, que foram temas de destaque em minha campanha. Portanto, pautando meu mandato pela coerência, produzi projetos para beneficiar o esporte, o lazer e a mobilidade urbana na cidade de São Paulo.
Aprovados em primeira votação, os PLs 371/2009 e 527/2009 dispõem respectivamente sobre a criação de circuito para tráfego exclusivo de bicicletas, e a previsão de vagas para bicicletas em estacionamentos. As ciclofaixas interligarão parques municipais e estimularão o uso de um meio de trasporte “limpo”, valorizando atividades de lazer e proporcionando à população mais opções de locomoção nas vias públicas de São Paulo. Na verdade, a criação de vagas para bicicletas em estacionamentos viabilizará as ciclofaixas, ou seja, funcionará como uma complementação essencial à implantação das vias específicas de bicicletas.
Em segunda votação este ano, foi aprovado o projeto 224/2009, que inclui a Copa Pirituba de Futebol de Várzea no calendário oficial da cidade. Este projeto sancionado também valoriza o esporte na cidade pois, além da recuperação da cultura varzeana, motiva a população à prática do futebol, que vem se mostrando um caminho salutar para a ocupação de crianças e jovens das periferias, propiciando sua melhor integração social e o afastamento de situações de risco, como as drogas e o crime.
Ainda em tramitação, existem os projetos sobre destinação adequada de lixos eletrônicos como baterias e pilhas, e o projeto que obriga o carnê do IPTU a conter informações sobre equipamentos e serviços públicos mais próximos ao imóvel.
Como primeiro ano do primeiro mandato, tenho a humildade de reconhecer que tenho aprendido mais do que construído. Assisto aos experientes vereadores e lideranças se pronunciarem e sempre participo nos debates que mais considero consistentes e relevantes. Em síntese, gostaria de dizer que a minha legislatura e a consecução de projetos de lei serão pautadas pela qualidade, ou seja, eu pretendo defender projetos relevantes e que realmente tenham impacto positivo na vida da população. Preparo-me para exercer meu comando com maior conhecimento.
Matéria retirada do site do vereador 27/01/2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Plano diretor e comunicação eficiente, metas da Câmara


O CBN SP reuniu nesta manhã os vereadores Carlos Alberto Bezerra (PSDB), Celso Jatene (PTB) e Claudio Fonseca (PPS), e Fabiano Angélico da Transparência Brasil para discutir os temas que serão mais importantes na pauta do legislativo, em 2010. O Plano Diretor Estratégico e a necessidade de a Câmara melhorar a comunicação e acesso do cidadão às suas decisões estiverem no centro do debate.

Ouça o que os participantes entendem ser mais importante nos trabalhos da Câmara Municipal que se iniciam segunda-feira, dia 1º de fevereiro.
Deixei-me puxar a conversa para a nossa sardinha: Carlos Bezerra elogiou a iniciativa dos participantes do Adote um Vereador, enquanto Cláudio Fonseca reclamou: “eu quero ser fiscalizado”. Do outro, pelo Twitter e e-mail, os ‘adotantes’ davam seus palpites como você pode conferir nas tuitadas do Cláudio Vieira que estão publicadas nos comentários abaixo.
Coloco aqui minhas opiniões durante o debate via Twitter:

Bom dia à todos! Ouvindo o debate com os Vereadores Cláudio Fonseca, Celso Jatene e Carlos Alberto Bezerra no CBN/SP Via @miltonjung
@miltonjung Como o @fangelico lembrou, reitero aos vereadores, principalmente o Celso Jatene, que use o twitter como ferramenta de interação com o cidadão paulistano. O
@pclaudiofonseca e o @CarlosBezerrajr fazem isso muito bem.
O Vereador @CarlosBezerrajr diz: O estímulo do Projeto @adoteumvereador pelo jornalista
@miltonjung é muito importante para a aproximar o cidadão de seus representantes na Câmara Municipal de São Paulo.
O Vereador @pclaudiofonseca lembra que os conselhos de representantes da sociedade, dentro das Subprefeituras, deve ser melhor integrados.
@miltonjung Acho que a Câmara deve gastar melhor! Como cidadão e eleitor dessa cidade tive acesso à gastos irresponsáveis em gabinetes!
@miltonjung Quero que o parlamento municipal funcione de acordo com as aspirações da população paulistana. Mais eficiência e menos retórica!
@miltonjung Esse ano, nós do @adoteumvereador ,estaremos rastreando ainda mais, via olhar do cidadão, a administração municipal.
@miltonjung A Vereadora Marta Costa/DEM nunca gostou de ser fiscalizada inclusive ignora o cidadão @mbserel “Uma péssima legisladora!” (Minha opinião!)
@miltonjung Precisaríamos de um programa mensal com os vereadores para essa prestação de serviço, que é obrigatória. Fica o meu apelo à CBN.
O Vereador @pclaudiofonseca diz: Quero meu mandato melhor acompanhado e fiscalizado.
@Twiticos O programa acabou ao meio dia. Uma pena pois um dia seria pouco para maiores esclarecimentos.
Claudio Vieira (@almirvieira) Adote um Vereador/SP
Matéria retirada do Blog do Milton Jung : http://tinyurl.com/ykox54r

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cinco projetos de vereadores foram sancionados pelo prefeito



Vão desde campanhas de saúde, conscientização ambiental e educacional, e sinalização do município


O prefeito Gilberto Kassab sancionou mais cinco projetos de vereadores, conforme o Diário Oficial do Muncípio do dia 22 de janeiro.
O projeto de lei nº 448/96, do Vereador Gilson Barreto (PSDB), foi transformado na lei 15.121 e dispõe sobre a destinação de recipientes contendo sobras de tintas, vernizes e solventes.

O texto do projeto diz que as empresas que industrializam tintas, vernizes e solventes, de uso domiciliar ou industrial, ficam obrigadas a aceitar os recipientes com as sobras desses materiais, para reciclagem ou reaproveitamento, ou dar destinação final adequada, tendo como prioridade a preservação do meio ambiente.

Saúde

O prefeito também sancionou o projeto de lei 696/09, da Vereadora Marta Costa (DEM). Transformado na Lei 15.122, prevê a realização do programa e campanha de atendimento e conscientização no Município sobre os males e efeitos da ebriorexia (alcoolrexia).

A referência se centraliza em homens e mulheres, geralmente jovens, preocupados com o peso e em não engordar que estão substituindo as refeições por bebidas alcoólicas.

Em sua justificativa a vereadora diz que “o Poder Público precisa tratar isso como um problema coletivo e não individual, que, inevitavelmente afeta a saúde pública e onera em grandes proporções os cofres públicos.”

Educação

O projeto de lei 154/09, do vereador Claudio Prado (PDT) também foi sancionado e transformado na lei 15.123; dispõe sobre a capacitação e a orientação dos servidores das creches do município para a prestação de primeiros socorros.

O Poder Público promoverá a capacitação e a orientação dos servidores das creches para o enfrentamento das situações que exigem a prestação do socorro inicial.

O prefeito vetou o artigo 2º do PL, que previa que os cursos fossem ministrado por instituições especializadas, sediadas na capital, ou por policiais militares – Bombeiros - pertencentes à Policia Militar do Estado de São Paulo.

Sinalização

O Projeto de Lei nº 404/09, do Vereador Souza Santos (PSDB), também foi sancionado e transformado na lei 15.124; que altera a redação do inciso IX do art. 7º e acresce parágrafo único ao art. 19 da Lei nº 13.614, de 2 de julho de 2003.

De acordo com a nova Lei, as obras e serviços de instalação de equipamentos de infraestrutura urbana nas vias públicas municipais deverão ser devidamente sinalizados pelo permissionário que, caso seja necessário, as isolará através de placas que permitam a sua nítida visualização à noite, além de garantir, com segurança, a passagem de pedestres e veículos.

O artigo 1º do projeto foi vetado, que obrigava o conserto, com tapa valas e buracos, num prazo máximo de 48 horas do término das obras em onde forem abertos buracos e valas para a realização de serviços.

Cartazes

O Projeto de Lei nº 508/09, do Vereador Quito Formiga (PR), também foi sancionado e transformado na Lei 15.125, que altera a Lei nº 9.888, de 13 de maio de 1985, que proíbe a colocação em locais vistos pelos transeuntes dos títulos ou dizeres que promovam filmes pornográficos ou os chamados de sexo explícito, e que firam a moral e os bons costumes.

Em sua justificativa o vereador diz que “a intenção é proteger a integridade emocional das crianças e adolescentes contra um intenso e crescente processo de erotização das relações sociais às quais estão expostas.”


Matéria retirada do site da Câmara Municipal de São Paulo.
Foto: RenattodSousa

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Desfigurado por vetos da Prefeitura, Observatório se limitará a traçar raio-x da infância em SP

"Com a criação desse diagnóstico vamos mudar o quadro atual, que é de desconhecimento sobre quem são as crianças paulistanas", diz Carlos Bezerra Jr

Foi sancionado, no dia 15 de janeiro, pelo prefeito Gilberto Kassab, o projeto de lei do vereador Carlos Bezerra Jr. (PSDB) que cria o Observatório da Criança e do Adolescente. Na nova lei (nº 15.114), a maior parte da proposta original do parlamentar e líder do PSDB foi vetada, tirando do novo órgão a atribuição de avaliar a qualidade das políticas de proteção à infância do Executivo e fiscalizar suas ações, e restringindo-o à produção de um sistema diagnóstico da situação da infância em São Paulo.

A ideia da criação do Observatório surgiu a partir das investigações da CPI da Pedofilia, da qual Bezerra Jr. foi relator. A CPI que escolheu investigar os problemas da rede municipal de proteção a crianças e adolescentes apontou omissão no sistema de assistência de São Paulo, identificou informações desencontradas entre os mais importantes organismos de enfrentamento à violência infantil e desconhecimento sobre a situação desse público por parte dos agentes responsáveis por acolhê-los. O Observatório fez parte das 18 determinações do relatório final, produzido pelo parlamentar tucano para corrigir essas falhas.

“Lamento que ele tenha ficado limitado a essa função. Sei que com a criação desse diagnóstico vamos mudar o quadro atual, que é de desconhecimento sobre quem são as crianças paulistanas, em que contexto vive a maioria delas ou qual seja o seu perfil. No entanto, as atribuições do órgão eram mais abrangentes na proposta que elaborei e colocariam a cidade na vanguarda dessa temática. Perdem a infância e a adolescência em São Paulo”, ponderou Bezerra Jr.

O Observatório, agora, produzirá indicadores sociais das crianças e adolescentes paulistanos. Esses índices serão definidos com base em critérios como contingente populacional; mortalidade proporcional por idade; gravidez na adolescência; vacinação; taxa de analfabetismo; atos de violência infanto-juvenis, homicídio de crianças; situação de trabalho infantil; de exploração sexual etc. Além de indicadores relativos ao protagonismo da criança e do adolescente, como participação infanto-juvenil em fóruns de defesa de seus diretos.

Apesar das dificuldades no funcionamento do Observatório, impostas pelos vetos, Carlos Bezerra Jr. afirma que continuará articulando para garantir bons resultados a partir da criação do órgão. “O momento agora é de definir parcerias com ONGs e instituições como UNICEF, Nossa São Paulo e Childhood-Brasil, que já manifestaram interesse em participar do Observatório. Eles têm expertise necessária para garantir um bom trabalho, apesar das limitações excessivas da Prefeitura”, enfatizou o parlamentar.

FOTO: Juvenal Pereira
ESTA MATÉRIA FOI RETIRADA DO SITE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO.

AS FUNÇOES DE UM VEREADOR

O vereador, de maneira geral, é o representante do povo. No exercício desta função, o vereador é o fiscal dos atos do prefeito na administração dos recursos do município expressos no orçamento. O vereador também faz as leis que estão dentro de sua competência, e analisa e aprova as leis que são de competência da prefeitura, do executivo. Em resumo, o vereador recebe o povo, atende as suas reivindicações e é o mediador entre o povo e o prefeito.

Como que o vereador fiscaliza o prefeito?
O vereador pode e deve visitar os diversos órgãos da prefeitura, onde toma conhecimento de tudo. Ele pode, ainda, fazer os pedidos de informação ao prefeito por escrito. O prefeito não pode deixar de responder e tem um prazo de 30 dias. Se ele não responder estará cometendo uma infração político-administrativa e pode ser punido por isso.

Como que um vereador faz as leis?
Através de usa assessoria, o vereador elabora e redige os projetos, apresentando-os, em seguida, em plenário. Este projeto é declarado objeto de deliberação pelo presidente e manda abrir o processo. Em seguida, o projeto vai para as diversas comissões da câmara e passa por duas votações. Depois disso, o projeto aprovado vai para o prefeito que pode sancioná-lo ou vetá-lo, ou nem um nem outro.

O que é um projeto vetado ou sancionado?
Depois de aprovado na câmara, o projeto vai ao prefeito que pode vetá-lo, isto é, recusá-lo, ou sancioná-lo, isto é, aceitá-lo como lei. Se o prefeito não veta ou não sanciona, o projeto é promulgado como lei pela câmara dez dias depois. Existem os projetos de resolução e o decreto legislativo: o projeto de resolução serve apenas internamente na câmara, e o decreto legislativo serve para prestar homenagens e suspender os efeitos de atos do executivo considerados lesivos ao interesse público.

O que é tribuna livre?
A tribuna livre é a oportunidade que a câmara oferece aos cidadãos e cidadãs de se manifestarem em plenário. Qualquer cidadão pode utilizar-se da tribuna da câmara para fazer a defesa ou manifestação sobre assuntos que não ofendam a moral e os bons costumes e nem atentem contra os poderes constituídos. O uso da tribuna livre obedece a uma série de regras fixadas, inclusive um tempo e tema pré-determinados junto à mesa diretora da câmara.

Um vereador pode perder o mandato?
Pode sim. O vereador pode perder o mandato de duas formas: primeiro, por faltar a mais de 2 terços das sessões ordinárias da câmara no período de um ano; segundo, por usar mal o seu mandato na prática de atos de corrupção e faltar contra o decoro parlamentar. Há o caso, também, de o vereador renunciar espontaneamente ao seu mandato.

O vereador tem obrigação de atender fora do horário da câmara?
A rigor, o vereador não tem obrigação de atender fora do seu horário de trabalho em plenário. Isso pode ocorrer em circunstâncias especiais. Porém, o vereador, como agente político, sozinho ou acompanhado de seus assessores, pode e deve fazer o atendimento aos seus eleitores nos bairros, vilas e centro da cidade. O vereador, também, não é obrigado a ficar o tempo todo em seu gabinete como pensam muitas pessoas. Nem os seus assessores. Constitucionalmente o trabalho de um vereador e de seus assessores não se limita apenas ao plenário ou ao prédio da câmara.

O vereador é obrigado a dar dinheiro ao povo?
Não. O vereador não tem obrigação e nem deve dar dinheiro a ninguém. O dinheiro que ele ganha é fruto do seu trabalho, numa determinada quantia fixada por lei e aprovada em plenário. Se for de sua vontade, o vereador pode ajudar dando dinheiro em ocasiões de emergência, como faria qualquer cidadão. Dar dinheiro educa mal o povo, pode parecer esmola e o que é pior: pode caracterizar compra de votos, o que é proibido por lei.

As sessões da câmara são públicas?
São públicas e o povo tem o direito de comparecer e assistir aos trabalhos dos vereadores em plenário. Afinal, o povo que elegeu os vereadores tem todo o direito de acompanhar o trabalho de seus representantes escolhidos para governar a cidade. Se o povo acompanhasse de perto a todas as sessões, seria um belo exemplo de participação popular e cidadania.

O que aconteceria se não houvesse uma câmara de vereadores?
Para quem gosta de ditadura seria excelente. Haveria uma economia de dinheiro, mas seria um grande prejuízo para a liberdade que assim estaria perdida. Uma câmara de vereadores como poder legislativo é a garantia de liberdade de um povo porque os seus representantes são escolhidos e eleitos pelo voto popular. A câmara municipal é a célula da democracia. É ela que evita, em primeira instância, o surgimento dos tiranos e dos ditadores.
Quais são as verdadeiras funções do vereador?
Segundo a lei orgânica municipal e a própria constituição federal, o vereador é membro do poder legislativo, eleito pelo povo, que tem como funções: legislar, ou seja, criar leis que tornem a sociedade mais justa e humana; a fiscalização financeira; e manter o controle externo do poder executivo municipal, principalmente quanto à execução orçamentária ao julgamento das contas apresentadas pelo prefeito.

Com o passar dos tempos, os verdadeiros atributos do vereador foram se desviando de seu rumo legal e ele passou a ser um “despachante de luxo”, exercendo funções das mais variadas possíveis, na grande maioria das vezes por culpa do próprio político que, explorando as dificuldades e miséria da população, preferia obter o voto fácil em troca de favores dos mais diversos. Hoje, porém, a situação está mudando, a população tem tomado consciência das legítimas obrigações do vereador, exigindo dele uma participação mais efetiva junto à sua comunidade e categoria. Os cidadãos já sabem, por exemplo, que asfaltar e sanear é obrigação do poder executivo, do prefeito, cabendo ao vereador indicar e fiscalizar.

O vereador é o legislador mais próximo do cidadão, uma vez que o deputado estadual se desloca para a capital do estado, e o deputado federal e o senador ficam ainda mais distantes, em Brasília. Em virtude desta proximidade, o vereador é o mais cobrado no atendimento dos anseios e necessidades dos munícipes que, quase sempre, são problemas relacionados à competência do poder executivo.

É seu direito e dever cobrar do vereador uma atitude de modo a apresentar proposições e sugerir medidas que visem o interesse coletivo, a usar a palavra de autoridade constituída em defesa do município e de seus habitantes, participe, sugira, debata. Cobre de seu vereador uma posição de real legislador e de fiscal dos poderes.

Lembre-se: não podemos esperar que algo aconteça ou que alguém tome conta dos problemas. Conseguem melhores resultados os que apresentam soluções, que aproveitam a iniciativa para fazer tudo o que é preciso em harmonia com seus princípios, para que as tarefas sejam cumpridas.

Matéria retirada do Site Vereadores.net no link: http://tinyurl.com/ykos6pm
Fonte: Blog Vavá da Luz (texto de Wilson Rodrigo da Cruz)